Início Blog ARTIGO | A educação de 2017 já começou em 2016

ARTIGO | A educação de 2017 já começou em 2016

Por Ronaldo Mota*

Educação precisa levar em conta o futuro expresso nas principais tendências, e incluir esta preocupação em seus processos. É consenso que quanto mais conhecemos sobre o passado, bem como melhor entendemos o que acontece agora, mais aptos estamos para o que vem pela frente. E vem muito mais surpresas educacionais nesse futuro tão próximo que parece ter começado no mês passado.

Aprendemos o tempo todo e em todos os lugares. Fora da escola, ainda que o ensino seja menos formal, a aprendizagem pode ser melhor e mais rápida. Todos estão familiarizados com Facebook ou Twitter, locais naturais de compartilhamento de fatos, ideias e opiniões, ainda que haja o risco de informações imprecisas e parciais. Mas há experiências em curso, inclusive no Brasil, utilizando com sucesso os espaços do Facebook como ambiente central de aprendizagem, inclusive para turmas regulares. O professor explora seu papel de facilitador no estímulo ao engajamento e organiza as discussões fazendo a curadoria dos temas e das referências mais adequadas.

E aprender pode ser divertido e estimulante, especialmente contando com ferramentas e ambientes nos quais os estudantes se sentem confortáveis. Nesse sentido, moldes com o design thinking, que inclui processos com experimentação, criação e modelagem, estimulando práticas progressivas de exercícios mentais e sociais, e aprendizagem através da translinguagem, da learning analytics e dos games podem ser utilizados tanto na formação inicial como na continuada.

Aprendizes de hoje, mas com olhos voltados para o futuro, com habilidades e disposições para realizar desvios de rumos com flexibilidade. Ao contrário de antigamente, é bastante provável que os profissionais tenham, ao longo da carreira, atividades e empregos bastante díspares. Ademais, o estímulo à aprendizagem independente com foco no amanhã também favorece quem planeja suas perspectivas profissionais de maneira ampla e sem medo excessivo de futuros incertos. Gostemos ou não, a ocorrência de imprevistos deverá ser a marca dos novos tempos.

*Ronaldo Mota é reitor da Universidade Estácio em Santa Catarina.

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