Preciso de mais de 10 minutos – COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO #021

Por All Press Com

Preciso de 11, para ser preciso. É o estimado para a leitura eficiente desse post. Ficou um pouco mais longo que o planejado, mas vale a pena. Com certeza, é muito menos do que iria demorar para se ler todas essas informações sem ser por aqui.

Tem as novas diretrizes da Globo para uso das redes sociais pelos jornalistas – o que pode virar tendência – e um papo complexo sobre conteúdo, fora Copa, Redes e Jornalismo. Sem mais enrolação, vamos?

Tempo estimado de leitura: 11 minutos.

 

 

1. Copa: Como quase tradição, as novidades legais relativas à Copa do Mundo:

++ Falando em Burguer King, as mulheres motoristas da Arábia Saudita vão ganhar Whoppers de graça. São os WhoppHers.

++ E já que o papo é Copa, um tweet excelente com a corrida do Tite após o gol em cima do México.

 

2. Globo: Grupo divulgou as novas diretrizes sobre o uso de redes sociais por jornalistas. Em carta aberta, João Roberto Marinho disse o seguinte: “Diferentemente das outras pessoas, sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada”. Também segundo ele, as recomendações estão de acordo com o que outros grandes veículos, como The New York Times e BBC, já fazem. Das diretrizes, um trecho importantíssimo, que vai influenciar muito em estratégias de comunicação: “É imprescindível que o jornalista do Grupo Globo evite a percepção de que faz publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências.” Talvez seja desnecessário dizer, mas, essas medidas podem logo chegar nas afiliadas e serem copiadas pelas concorrentes.

 

3. Redes e Apps:

  • Google: Caixa de som inteligente Google Home agora ‘fala’ espanhol.
  • Instagram: É avaliado em 100 bilhões de dólares.
  • VSCO: Tá na (gigante) sombra do Insta, mas chegou a 1 milhão de usuários. Aqui, uma informação importante do Axios: “Enquanto outros aplicativos de mídia social estão tendo uma má reputação por fazer adolescentes e jovens adultos muito focados em serem populares online, a VSCO diz que quer que seus usuários sejam criativos com suas ferramentas de edição de fotos e aprimorem suas habilidades. Cerca de 75% de seus usuários fazem parte da Geração Z e o aplicativo permite que os usuários descubram e compartilhem conteúdo em vez de coletar curtidas.”
  • 99: O primeiro unicórnio brasileiro está enfrentando problemas na China. E grandes. Do tipo, reclamações de usuários após a venda e saída de funcionários por insatisfação com a nova chefia.
  • Uber: depois de não conseguir renovar a licença, conseguiu um “respiro” e vai poder operar pelos próximos 15 meses em Londres.
  • Bird: A startup de patinetes elétricos foi avaliada em 2 bilhões de dólares. Segue o modelo de negócios da Uber e pode ser uma alternativa eficiente de transporte para pequenos trajetos.
  • Amazon: anunciou a compra da PillPack, grupo online de entrega de medicamentos.
  • Dropbox: A cafeteria deles virou notícia recentemente por ser uma das melhores do Vale do Silício. Tem chefs premiados e cardápio internacional. E de graça para quem trabalha lá.

 

 

4. Conteúdo: A Economist fez uma excelente reportagem sobre a Netflix. Ao contrário de Google, Facebook, Amazon e Apple, a gigante do streaming é uma empresa que não está envolvida em nenhuma grande controvérsia. Não tem publicidade, não tem problemas com agências reguladoras e não é acusada de propagar “fake news” ou ter posicionamento político – salvo algumas poucas exceções, como a série O Mecanismo. Ao mesmo tempo, há poucas semanas, vale lembrar, era a empresa de mídia mais cara do mundo. Mas nem tudo são flores. A Netflix tem dívidas que chegam a 8,5 bilhões de dólares. A solução encontrada agora – e que deve persistir por alguns anos – é continuar a pegar bilhões emprestados. A alternativa é aumentar o número de assinantes e a mensalidade cobrada, mas a concorrência está crescendo rápido. “Alguns suspeitam que a Netflix nutre ambições de monopolizar a TV. Tal movimento concentraria enormes quantidades de poder cultural nas mãos de alguns comissários e algoritmos de conteúdo. Isso iria esvaziar o apoio a emissoras de serviço público, reduzindo seu público e arriscando deixar os usuários mais pobres com menos opções de entretenimento a preços acessíveis. E inevitavelmente, seria muito mais difícil evitar a atenção dos reguladores. Aqui, então, é uma lição final que se aplica ao Netflix e a todas as empresas de tecnologia. Para manter os consumidores, reguladores e políticos felizes a longo prazo, não há substituto para a concorrência”.

++ I Am The Night, minissérie de Patty Jenkins com Chris Pine, e “Disenchantment”, nova animação do criador de “Os Simpsons”, ganharam seus primeiros trailers.

++ Halo, série de games para XBox, vai ganhar também uma série de TV produzida por Steven Spielberg.

++ Mais diversidade nas duas principais premiações da cultura pop. Após uma revolta pelo baixo número de mulheres indicadas em 2018, o Grammy aumentou de cinco para oito o número de indicações nas principais categorias. E, no Oscar, 8 brasileiros estão entre os 928 novos membros da academia. Os mais famosos são Alice Braga e Carlinhos Brown.

++ Uma entrevista muito legal de Paul Rudd, o Homem-Formiga, sobre o novo filme da franquia. O ator colocou “easter eggs” no filme para que Darby, sua filha, encontre. “Também digo ‘você é a Cassie (personagem filha de Rudd no filme) da vida real. Quando faço essas cenas, estou pensando em você’. E ela fica muito animada. Ela realmente se vê no filme”, disse ao Omelete.

 

5. Jornalismo: Apesar de ser um texto em inglês, essa reportagem é sobre um trabalho brazuca: Nos bastidores de uma investigação de assassinato que mobilizou 230 jornalistas em todo o Brasil, sobre o Monitor da Violência, projeto do G1 ganhou o prêmio do público no Data Journalism Awards 2018. Em agosto do ano passado, monitoraram durante uma semana todos os 1195 assassinatos cometidos no país.

++ Poderia ser no Brasil, mas não é. O Buzzfeed fez uma reportagem, em vídeo, sobre o rei mexicano das “fake news”, um millennial que manja muito de bots. Contam, com detalhes, como funciona esse negócio. Importante: Agências de marketing estão envolvidas. Se ficou a curiosidade de como isso funciona aqui no Brasil, o G1 fez uma reportagem sobre. Bloomberg também.

++ Um dado que tem bastante a ver sobre o que foi dito aqui: 72% dos americanos acham que redes sociais intencionalmente censuram visões políticas.

++ Do The New York Times: Um reunião entre membros das redes sociais e empresas de Tech com o subsecretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA, para falar sobre influência externa nas últimas eleições estadunidenses. Não querem que isso aconteça novamente nas eleições para o Legislativo.

 

6. Games: Mais uma pra quem ainda duvida que esses ~joguinhos~ não dão uma dinheirama. Em maio, o jogo Fortnite: Battle Royale conseguiu 318 milhões de dólares. Ainda não se impressionou? O negócio é: esse game é DE GRAÇA para jogar. Só precisa pagar por conteúdo extra, como armas e itens para personalizar o seu personagem.

 

+++ Como as marcas se posicionaram sobre os comentários racistas de Júlio Cocielo.

+++ “Nós só levamos £12.34 hoje 😔… se alguém estava pensando em comprar um livro, agora seria um grande momento! As coisas têm sido difíceis recentemente – hoje o pior dia de todos os tempos. Um cartão, um livro, qualquer coisa faz uma enorme diferença para uma pequena empresa como a nossa. Ficaríamos muito gratos pelo seu apoio”. Após fazer esse tweet, uma livraria independente do interior da Inglaterra virou um hit de vendas.

+++ Em tempos que ainda há quem diga que futebol não passa de pão e circo e é todo mundo vagabundo, fica a forte recomendação para que leia esse baita texto do Lukaku, da Bélgica. O jogador relembra a infância, em que a mãe tinha que misturar leite com água, a determinação para ser o melhor jogador, a promessa que fez ao avô para cuidar da família e outros momentos. Alerta de spoiler! Termina assim: “Eu realmente queria que meu avô estivesse por perto para testemunhar isso. Eu não estou falando sobre a Premier League, o Manchester United, a Liga dos Campeões, as copas do mundo. Não é isso que eu quero dizer. Eu gostaria de ter mais um telefonema com ele, e eu poderia avisá-lo: ‘Viu? Eu te disse. Sua filha está bem. Não há mais ratos no apartamento. Não dormimos mais no chão. Não há mais estresse. Estamos bem agora. Estamos bem… Eles não precisam mais ver a nossa identidade. Eles sabem o nosso nome”.